Quinta-feira, Janeiro 07, 2010
Umberto Eco a propósito de listas
Para viciados em listas como eu, a obra de Umberto Eco "A Vertigem das Listas" vem mesmo a calhar. Não sei se concordo com a tese deste livro "Gostamos de listas porque não queremos morrer", conclui Umberto Eco. Mas já se sabe que o viciado nunca simpatiza muito com a revelação da causa do seu vício.Ler a entrevista de Umberto Eco à "Der Spiegel" a propósito das listas no Aventar ou no blogue da Patrícia Reis.
Etiquetas: história, Umberto Eco
Quarta-feira, Janeiro 06, 2010
O melhor cinema da década
Partículas Elementares de Oskar Roehler (2006)
Mulholland Drive de David Lynch (2001)
Crash de Paul Haggis (2004)
Irréversible de Gaspar Noé (2002)
A Queda de Oliver Hirschbiegel (2004)
Brokeback Mountain de Ang Lee (2005)
Babel de Alejandro Iñárritu (2006)
Conversas com o meu Jardineiro de Jean Becker (2007)
Dancer in the dark de Lars von Trier (2000)
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain de Jean-Pierre Jeunet (2000)
Etiquetas: cinema preferido
Terça-feira, Janeiro 05, 2010
Um lembrete para a discussão do orçamento
Etiquetas: economia, ultraliberalismo
Córtex Frontal
Etiquetas: blogues
Domingo, Janeiro 03, 2010
Gazeta da Física especial astronomia
O Ano Internacional da Astronomia findou em 2009 mas algumas actividades prolongam-se até Março de 2010.Aqui fica a ligação para um número da Gazeta da Física inteiramente dedicado ao trabalho que se faz na astronomia em Portugal, cujo editor foi o Filipe Moura. Lá poderão encontrar um texto escrito por mim sobre o projecto de telescópio de raios gama que andamos a congeminar há alguns anos.
Bom ano!
Etiquetas: astronomia, divulgação científica
Quinta-feira, Dezembro 31, 2009
Filme de 2009

Um dos factos surpreendentes do filme é o retrato extremamente machista da época, a forma repugnante como as mulheres eram tratadas, sobretudo se tomarmos em conta que estávamos no país mais moderno do mundo. Este filme ajuda muito a perceber como o século XX foi essencial para se estabelecer uma relação decente entre os dois sexos.
A Audrey Tautou assenta-lhe bem a personagem de Chanel, mas na minha opinião é o actor Alessandro Nivola a grande revelação deste filme, interpretando o inglês Arthur Capel de quem Chanel foi amante sem o saber.
Um filme que aconselho vivamente a todas as Coco em espírito que lêem este blogue.
Etiquetas: cinema
Quarta-feira, Dezembro 30, 2009
Blogadas de 2009
- "O gay egoista" do Luís Januário;
- "O meu colégio Mira Rio ou o meu mergulho na Opus Dei" da Isabel Moreira no Jugular;
- "Alterações climáticas e a teoria da conspiração" do David Marçal no De Rerum Natura.
Etiquetas: blogues
Segunda-feira, Dezembro 28, 2009
Vinho preferido de 2009
A minha descoberta do ano foi este Pinot Noir, apelidado Mas Borràs, da casa Torres. O Mas Borràs é um vinho da Catalunha que já ganhou vários prémios mundiais de vinho: o Mundial de Pinot Noir (2007 e 2005) e o Mundus Vini. É mais caro do que barato, mas é um vinho que vale bem o que custa.Etiquetas: vinhos
Livros preferidos de 2009
O livro de J.I. Vaz traz novas luzes ao nosso conhecimento sobre Viriato e os Lusitanos (território, tribos, língua, organização, espiritualidade, etc.) e acaba com muita lenda patrioteira que se fez passar por história sobretudo no tempo do Estado Novo.
Da obra de Beigbeder, uma autobiografia romanciada, gostei deste registo, mais complexo que o das obras anteriores. Gostei dessa franqueza sem cinismo (o cinismo muito na moda, tão na moda, que já enjoa) e dessa outra faceta, mais nostálgica, menos glamour, mas mais interessante do egoïste romantique.


Etiquetas: livros
Quinta-feira, Dezembro 24, 2009
Victória do povo americano e... da Europa


Em Los Angeles vi pobreza e gente a dormir na rua como nunca vi na Europa, nem nos países mais pobres. Pensava que tinha visto o pior da América. Mas não, foi naquele parque no centro de Honolulu, no Havai, onde assisti a dezenas de velhinhos, pessoas reformadas e velhas senhoras a competir por um banco, um espaço de relva, transportando a sua vida num velho carrinho das compras. Foi ali que vi o pior da América. Depois de uma vida de trabalho (muitos deles trabalhando em mais do que um emprego), a recompensa para aqueles seres humanos é dormir na rua. A norte de Pearl Harbor, esse porto atacado pelos japoneses infamemente, estende-se um imenso bairro que não é de lata, mas de tendas a perder de vista. Se a infâmia ao ser humano existe mora naquele bairro certamente (fotos de Skid Row, LA, New York Times).
Hoje é um verdadeiro dia de Natal para quase 40 milhões de americanos.
Etiquetas: EUA, pobreza, saúde
Terça-feira, Dezembro 22, 2009
Copenhaga: 2 Graus Sem Controlo

Foto de Scarlett Hooft Graafland, série Igloolik
(Publicado no portal esquerda.net)
Do Acordo de Copenhaga e das negociações que estiveram na base deste texto, esteve sempre ausente a possibilidade de implementação de um mecanismo de controlo eficaz dos compromissos de redução de emissão de gases de efeito de estufa. De nada serve estabelecer limites de emissão se posteriormente não for supervisionada a efectiva implementação das medidas acordadas. O limite de 2°C situa-se pouco abaixo do limite de não retorno, em que o dióxido de carbono perderá a capacidade de se reciclar nas florestas e oceanos, aumentado a probabilidade de a temperatura do planeta aumentar de uma forma descontrolada. É por isso muito importante que o mecanismo de controlo a implementar seja muito preciso. O limite deverá ser forçosamente de 2°C e não 2,3 ou 2,5°C sob risco de entrarmos na zona de não retorno. A experiência de mecanismos internacionais de controlo não é famosa. Por exemplo, em questões mais concretas como é o caso dos mercados financeiros esses mecanismos revelaram uma grande fragilidade e foram incapazes de detectar a diferença entre a realidade e a ficção financeira. Um mecanismo com a mesma eficiência para controlar o clima poderia revelar-se catastrófico.
A China foi o país que maior resistência ofereceu à implementação de um processo de controlo, tendo o seu representante chegado a ameaçar abandonar as negociações. Dada a seriedade das consequências associadas às alterações do clima, que comportam alguma gravidade mesmo para um aumento de 2°C (morte dos corais, extinção de espécies até 30% e baixa da produtividade agrícola nas regiões mais secas) e que estão já a contribuir para o desaparecimento do Tuvalu, será essencial no futuro a adopção de penalizações para países que não respeitem os acordos. A atmosfera é um espaço partilhado por todos, não é pertença da China nem de qualquer outro país ou organização. Não se pode recear mais a reacção da China, tal como se receou a América de Bush, do que as ameaças que pairam sobre o futuro do planeta. O resultado líquido do falhanço destas negociações terá como consequência a perda de vidas humanas, desemprego e migrações em massa. Nada do que possa fazer a China comunista e ultra-liberal ou um hipotético retorno do fanatismo republicano ao governo dos EUA, se compara ao que está em jogo se a temperatura ultrapassar os dois graus centígrados.
Etiquetas: ambiente, aquecimento global, planeta Terra
Segunda-feira, Dezembro 21, 2009
A esquerda e os capatazes da construção civil
Num país onde uma boa parte da população foi educada em seminários, sem a supervisão do sacrossanto casal heterossexual, no país das Casa Pias onde o abuso sexual era considerado normal pela justiça do Estado Novo, causa-me alguma aversão esse calculismo sobre a adopção de crianças por casais homossexuais, sobretudo quando hoje temos dezenas de trabalhos científicos que demonstram que um casal de gays educa melhor uma criança que um bando de padrecos. Relembro esta história da Isabel Moreira passada numa instituição "civilizada" gerida por respeitáveis padres.
Etiquetas: esquerda, sexualidade
Domingo, Dezembro 20, 2009
Adeus Lenine

A narrativa baseada numa estrutura niilista funciona muito bem, a fazer lembrar "A Vida é Bela" de Roberto Begnini. Por vezes, é mais poderoso alinhar no niilismo para denunciar um regime absurdo do que responder à letra aos seus defensores.
Sugestão cinematográfica para os 20 anos do fim do regime de Nicolae Ceauşescu
Etiquetas: Alemanha, cinema, comunismo, Klepcinema
Sexta-feira, Dezembro 18, 2009
Seis Graus
"Seis Graus" da autoria de Mark Lynas é um livro de divulgação que aborda o problema do aquecimento global de uma forma muito intuitiva, dedicando cada um dos seus seis capítulos ao aumento sucessivo da temperatura do planeta de um a seis graus. O capítulo I é dedicado aos possíveis efeitos correspondentes aumento de um grau da temperatura média do planeta, o capítulo II aos efeitos causados pelo aumento de dois graus e assim sucessivamente até seis graus no capítulo VI. O ponto forte deste livro é o autor ter recorrido centenas de artigos publicados nas melhores revistas científicas com arbitragem pelos pares, como a Nature e a Science, para nos oferecer uma leitura agradável e acessível a leigos. São obras como esta que mostram de uma forma fundamentada da primeira à última página como a ciência que explica o aquecimento global é hoje uma ciência sólida, imune às teorias da conspiração que buscam o pequeno erro, a pequena falha, fora do campo da ciência, para tentar descredibilizar o trabalho científico.Os trabalhos citados cobrem variadíssimas áreas do saber (biologia, química, meteorologia, geologia, etc.) e percorrem a história da Terra, desde os períodos em que havia um deserto que se estendia até ao Canadá até à era em que Europa estava praticamente toda coberta de gelo. Esses períodos em que a temperatura da Terra desceu muito ou subiu muito dão-nos indicações preciosas sobre o mundo que podemos esperar se variarmos a temperatura do mesmo montante, à excepção de um detalhe. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera nunca foi tão alta no último milhão de anos como o é actualmente. Essa concentração continua a subir vertiginosamente.
Nesta obra Portugal é citado frequentemente em trabalhos científicos, sobretudo na nossa especialidade: os incêndios florestais. Por este andar espera-nos um futuro negro, de céu negro, dos fogos florestais...
Etiquetas: aquecimento global, ciência, livros
Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
Aquecimento global resolve-se a nível local
Etiquetas: ambiente, aquecimento global, cidades, Figueira da Foz
Quinta-feira, Dezembro 10, 2009
Sessão sobre Copenhaga no Santa Cruz
Apareçam!
Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
[REC]2

Etiquetas: cinema
Rede de Cidades Verdes
As cidades portuguesas que assinaram este Pacto de Autarcas são: Águeda, Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda, Lisboa, Moura, Oeiras, Palmela, Ponta Delgada, Porto e Vila Nova de Gaia.
A sua cidade consta na lista? A minha não...
Etiquetas: ambiente, cidades, União Europeia
Segunda-feira, Dezembro 07, 2009
O porquê do preço desmesurado da água na Figueira
Assim lucra a Águas da Figueira sem corresponder em serviços ao cidadão figueirense. Isto é a escola da fraudulenta ENRON e de muitas outras empresas que aprenderam a ganhar muito sacando margens de lucro consideráveis graças à negligência de políticos ingénuos (ou espertalhaços). Cada euro que se ganha sem retorno para o cidadão multiplica-se pelas dezenas de milhar de clientes. Um roubo estatístico é na prática um roubo como outro qualquer.
Etiquetas: estatística, Figueira da Foz
Domingo, Dezembro 06, 2009
Aquecimento global pior que previsto

Foto de Scarlett Hooft Graafland, série Igloolik
Num recente relatório elaborado por alguns dos melhores cientistas na área da climatologia que compila os principais trabalhos científicos publicados durante os últimos três anos desde a reunião do PIAC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) ocorrida no início de 2007, conclui-se que a evolução do clima supera as piores expectativas dos trabalhos científicos anteriormente publicados. A seguir enumeram-se as principais conclusões do referido relatório, intitulado "O Diagnóstico de Copenhaga":
- As emissões de dióxido de carbono relativas a 2008 superam em 40% as emissões de 1990. A este ritmo, dentro de 20 anos a temperatura média do planeta poderá aumentar mais de 2°C com uma probabilidade de 25%, atingindo assim o limiar de não retorno, limiar a partir do qual se considera que o ciclo de produção de dióxido de carbono perderá a capacidade de se reciclar.
- A evolução da temperatura média dos últimos 25 anos reforça a tese do aquecimento provocado pelas actividades humanas. O aumento médio de 0,19°C por década confirma os actuais modelos teóricos que explicam os efeitos causados pelos gases de efeito de estufa. Apesar de uma diminuição da parcela do aquecimento global causada pelo Sol - a nossa estrela passou por um mínimo do seu ciclo de 11 anos - a tendência do aquecimento médio manteve-se.
- A actual rede de satélites de observação do clima mostram inequivocamente que o calote do Árctico está a diminuir a um ritmo mais acelerado do que o previsto, a área que desapareceu nos últimos três anos superou em 40% a área prevista. Como já foi diversas vezes referido o Árctico é muito mais sensível às alterações do clima do que o Antárctico por causa da extensão da sua placa terrestre e da massa oceânica que rodeia o pólo sul.
- As observações de satélite mostram também que o nível do mar subiu em média cerca de 3,4 mm por ano, ou seja 80% acima do valor previsto pelo PIAC, sendo este valor consistente com a contribuição causada pelo degelo acelerado dos pólos. O aumento do nível do mar em 2100 poderá atingir um metro acima do valor inicialmente previsto pelo PIAC, que era cerca de 2 metros no cenário mais pessimista.
- O ano de emissão máxima de gases de efeito de estufa deverá ocorrer muito em breve, entre 2015 e 2020, se quisermos realmente limitar o aumento médio da temperatura do planeta a 2°C. Para estabilizar a temperatura do planeta será obrigatório estabelecer uma sociedade pouco dependente das emissões de gases de efeito de estufa no final do século XXI, reduzindo em cerca de 80 a 90% as emissões per capita das nações mais desenvolvidas correspondentes ao ano 2000.
Etiquetas: aquecimento global, ciência, clima
Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
Especial Copenhaga por Cohn-Bendit
A edição da Nouvelle Observateur desta semana é da responsabilidade de Daniel Cohn-Bendit e é completamente dedicada ao debate sobre as políticas de combate ao aquecimento global a discutir na cimeira de Copenhaga na próxima semana.Etiquetas: ambiente, aquecimento global, Daniel Cohn-Bendit
Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
Pastilhas Pirata

Concordo com a totalidade deste texto do David Marçal. Já não há pachorra para as teorias da conspiração que negam o aquecimento global. O episódio dos piratas dos computadores da Universidade de East Anglia só mostra o desconhecimento profundo de como funciona a ciência de quem andou ali a rapar para ver se continuava a alimentar as teorias da conspiração. Acreditar que umas informalidades trocadas por email numa única instituição colocam em causa o manancial de observações, experiências e trabalhos teóricos publicados por milhares investigadores dos vários cantos do mundo em revistas científicas de referência de vários domínios científicos (química, física molecular, física da atmosfera, geologia, astrofísica, clima, oceanos, etc.), é não ter a mínima noção do que é a ciência.
Do site Real Climate a passagem abaixo é bem ilustrativa da tretas que andaram a ser vendidas pelos "piratas" (diz que foram hackers...):
"No doubt, instances of cherry-picked and poorly-worded “gotcha” phrases will be pulled out of context. One example is worth mentioning quickly. Phil Jones in discussing the presentation of temperature reconstructions stated that “I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) and from 1961 for Keith’s to hide the decline.” The paper in question is the Mann, Bradley and Hughes (1998) Nature paper on the original multiproxy temperature reconstruction, and the ‘trick’ is just to plot the instrumental records along with reconstruction so that the context of the recent warming is clear. Scientists often use the term “trick” to refer to a “a good way to deal with a problem”, rather than something that is “secret”, and so there is nothing problematic in this at all. As for the ‘decline’, it is well known that Keith Briffa’s maximum latewood tree ring density proxy diverges from the temperature records after 1960 (this is more commonly known as the “divergence problem”–see e.g. the recent discussion in this paper) and has been discussed in the literature since Briffa et al in Nature in 1998 (Nature, 391, 678-682). Those authors have always recommend not using the post 1960 part of their reconstruction, and so while ‘hiding’ is probably a poor choice of words (since it is ‘hidden’ in plain sight), not using the data in the plot is completely appropriate, as is further research to understand why this happens."
Etiquetas: aquecimento global, pseudociência
Quarta-feira, Dezembro 02, 2009
Quando o Dubai foi modelo do ultraliberalismo
Tentar ver no Dubai um exemplo foi a fuga para a frente possível na altura. Hoje a realidade é mais complicada. Começa a ser cada vez mais difícil sustentar a orientação das economias em função dos caprichos dos mercados financeiros.
Etiquetas: crise, Médio Oriente, ultraliberalismo
Segunda-feira, Novembro 30, 2009
Mapa mundo de emissão de CO2
Etiquetas: ambiente, estatística, planeta Terra
Domingo, Novembro 29, 2009
Revisitar a escola do machismo ibérico
Etiquetas: machismo, mulheres, má educação, violência
Sexta-feira, Novembro 27, 2009
O estoiro do Dubai

(foto BBC)
É mais um rude golpe para os nossos fundamentalistas da fé no mercado que viam nas praças do Médio Oriente um purismo ideológico que os americanos já teriam desvirtuado. Adivinham-se explicações complicadas para justificar os absurdos do ultra-liberalismo.
Etiquetas: crise, economia, Médio Oriente
Os novos comissários europeus
Etiquetas: União Europeia
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
As Metas da China e dos EUA para Copenhaga

Foto de Scarlett Hooft Graafland, série Igloolik
É por estas e por outras que os países que vão adoptar medidas mais sérias deveriam implementar mecanismos para combater o dumping ambiental que já se adivinha.
Etiquetas: aquecimento global, China, clima, EUA
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Um país mais perigoso dentro do que fora de portas
Apesar da honrosa declaração saída hoje da Assembleia da República, não tenho grandes ilusões, este é um problema que se paga em gerações. Amanhã mesmo milhares de crianças e de mulheres vão temer o momento de rodar a chave ao regressar a casa, é mais perigoso abrir a porta de casa do que andar na estrada...
Etiquetas: mulheres, violência
Eu Marco Polo
Completar as seguintes cinco frases:
Eu já…
Eu nunca…
Eu sei…
Eu quero…
Eu sonho…
Eu já segui os passos de Marco Polo;
Eu nunca fui ao Hemisfério Sul;
Eu sei que a Terra gira à volta do Sol;
Eu quero um tapete voador;
Eu sonho contemplar a Terra pela escotilha da Soyuz.
E passo a batata ao Filipe Moura, à Isabel, ao José Sousa, ao David Luz e à Eva Lima
Etiquetas: blogues
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Conversa radiofónica sobre astronomia
Etiquetas: astronomia, divulgação científica
Domingo, Novembro 22, 2009
Riscos climáticos na Conferência de Copenhaga

Foto de Scarlett Hooft Graafland, série Igloolik
(Publicado no portal Esquerda.net)
Se o principal benefício do Protocolo de Quioto foi ter causado uma importante evolução das mentalidades, quer ao nível político, quer ao nível do cidadão comum, a verdade é que a parte mais importante do trabalho está por fazer. No entanto foi já notório que alguns governos foram mais eficazes que outros nos primeiros anos de luta contra o aquecimento global. A Alemanha conseguiu manter o seu nível de vida e uma das economias mais saudáveis da Europa diminuindo em 21% a sua taxa de emissão de gases de efeito de estufa. A França, a Suécia e o Reino Unido conseguiram reduções da ordem dos 10%. No entanto entre os países mais ricos o pior aluno foi a Espanha com um aumento de 53%, a Austrália e o Canadá com mais de 20% de aumento e os EUA com mais de 15% de aumento das emissões. Em 2005, o país que maior volume de gases de efeito estufa emitiu per capita foi o Qatar seguido dos Emiratos Árabes Unidos e do Kuwait, o que diz bem da mudança de modo de vida destas sociedades. Entre os países mais desenvolvidos, a Austrália, os EUA e o Canadá lideram nas emissões per capita. Em termos absolutos quem mais emite é a China (19% do total) seguido dos EUA (18%) e da Rússia (5%). Em valores acumulados desde 1950, os EUA são responsáveis por cerca de 26% das emissões de gases de efeito de estufa, a seguir é a China com 11% e a Rússia com 9%.
Numa classificação elaborada pela Maplecroft, entre os países mais vulneráveis às alterações do clima aparecem oito países africanos do equador e dos trópicos, com a Somália a ser considerado o país mais sujeito a variações da temperatura média global. Em segundo lugar dessa classificação figura o primeiro país não africano, o Haiti, país conhecido pelo abate da quase totalidade da sua floresta, tendo o território perdido a capacidade de auto-regulação climática.
Os dados científicos são bem mais sólidos do que há 5 e há 10 anos atrás, as ideologias niilistas felizmente foram afastadas dos principais governos do mundo, espera-se agora que os principais poluidores e potenciais grandes poluidores de amanhã cheguem a um entendimento realista, agora já não há desculpas.
Etiquetas: aquecimento global, ciência, clima, planeta Terra
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Ciência & Vinho
Para aficionados que querem saber muito mais para além das lendas urbanas que se vão espalhando sobre os vinhos (e elas são muitas), a não perder esta edição especial da Science&Vie.Etiquetas: ciência, Serviço Público, vinhos
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Barcelona-Bruxelas
De Gaudi a Van Rompuy.
Da ousadia criativa ao deserto de ideias.
A arquitectura Europa deveria ser mais orgânica, como a Casa Batlló

Etiquetas: arquitectura, Europa
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Vicky Cristina, Nova Iorque
Sobre "Vicky Cristina Barcelona" queixa-se Woody Allen que nos EUA, em Nova Iorque, já não há glamour, sente-se obrigado a vir filmar para a Europa para captar cenários românticos, sensualidade e conversas inteligentes. A Nova Iorque de "Manhattan" já não existe, já não existem esses casais que saem à noite para frequentar salas de cinema e de teatro acessíveis, partilhando experiências, amores contraditórios e garrafas de vinho. Tenho a pretensão de concordar com o Woody Allen. A minha única semana em Nova Iorque revelou-me uma cidade pejada de lojas dos 300, de negócios manhosos num décor sumptuoso de arranha-céus dos anos 20. Arranha-céus onde se mistura a arte nova, o neo-gótico e o esplendor das novidades dos anos 70, do esplendor da guerra fria.
Sobre Barcelona, esperam-me efémeras horas de exploração onde o meu radar vai funcionar a fundo. Até já.

